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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Relato Sobrenatural - A Criatura do Rio

Aconteceu com : Rafael - SC

Essa história que vou contar aconteceu comigo e com minha família, e foi horrível.

Em 1998 eu e minha família estávamos em um rio da região de São Francisco do Sul em Santa Catarina, fazendo uma pescaria de fim de semana.

Tudo estava correndo tranquilamente, quando em um determinado momento, observamos na marguem oposta do rio algo sair da água. Ficamos todos assustados, pois não conseguíamos identificar direito o que era aquilo. Era uma criatura com fisionomia semelhante a de um homem branco de pelo menos 1,80m de altura, sem traços faciais aparentes, contando apenas com um rasgo no local da boca, ele possuia um braço longo e o outro que parecia ter sido amputado mais ou menos na altura do cotovelo. Aperentemente ele parecia estar muito tempo dentro d`agua, pois tinha sua cabeça e costas enrugadas pelo constante contato com a água.

Ele estava parcialmente submerço e se alimentando ferosmente com restos de peixes e lodo que havia no local. O " SER " parecia ter percebido que estava sendo observado e lentamente foi entrando de costas no rio.

Todos nós ficamos aterrorizados com aquilo e saímos rapidamente do local e fomos em direção às praias de São Francisco.

Lá chegando, tentamos obter informações de alguém sobre a estranha criatura que acabávamos de ver.

Contamos para alguns pescadores locais e perguntamos se eles já tinham visto aquilo antes. Então eles disseram que àa muitos anos esse "ser" é visto por várias pessoas, moradores locais e turistas, e que existem várias versões sobre o que possa ser aquilo, sendo que uma delas é que aquela criatura é uma pessoa que havia matado sua familia e depois cometeu Suicidio no rio, ficando perambulando porali para pagar pelo seu crime, mesmo no além.

Se era isso eu não sei, mas que foi horrível e altamente sobrenatural, isso foi. Aquilo que nós vimos não existe no nosso mundo, isso eu garanto.

Fonte : www.alemdaimaginacao.com

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Especial - (Conto - O Assassino da Rua 23) por - Joyce Aniceto

Era uma noite fria durante o inverno de 1834. As notícias repentinas de haver um assassino vagando por este bairro faziam meu estômago embrulhar ao me lembrar de Clarisse, pois as vitimas eram sempre mulheres ricas, jovens e atraentes, assim como minha linda Clarisse.

O vento bateu forte em meu rosto, me obrigando a segurar meu chapéu coco para impedir que voasse, enquanto caminhava em direção á casa dela, como me acostumei a fazer toda noite desde que decidimos nos casar a pouco menos de um mês.

– Clarisse, estou dizendo, você deveria ficar em casa. Pelo menos até a polícia encontrar este assassino. – Disse á ela enquanto ela enchia minha xícara com chá.

– Não seja bobo. Sabe que minha tia precisa de mim. Está em seus últimos dias. Além disso, deveria se preocupar mais com você. Já não lhe disse para não andar desacompanhado?

Eu sofria de narcolepsia. Não eram raras as ocasiões em que cochilava durante o dia, tendo todo o meu corpo paralisado e indefeso. Estava acostumado á isso desde criança e já nem me importava se ficasse inconsciente a qualquer hora do dia. Não podia evitar.

– Clarisse... as vítimas são mulheres. Faça isso, por favor.

– Não vou me trancar em casa por causa de um assassino. Tenho certeza de que a polícia irá cuidar disso antes que mais alguém saia ferido.

Ferir, ela dizia como se fosse o pior que pudesse acontecer, quando na verdade todas as vítimas eram brutalmente assassinadas. Suspirei enquanto pegava meu chapéu e meu casaco, sabendo que nada a faria mudar de idéia.

– Venha jantar aqui amanhã. Vou pedir para que façam seu prato preferido. – Ela disse quando sai pela porta, acenando para mim.

Em algum momento da volta, eu sabia que minha visão estava começando a embaçar, senti meus membros pesados e sei que me escorei em um muro e dormi. Era tarde e meu sono se intensificava por causa de minha doença. Tive um sonho inquieto, intensificado por meu medo de perder Clarisse, ouvi gritos e vultos estranhos, acordando assustado ao imaginar sua imagem ensangüentada.

Não sei como cheguei em minha própria casa, pois ao acordar em minha cama não me lembrava de como havia chegado ali. Talvez fosse algum outro sintoma da doença, eu não podia saber, mas quase sempre quando eu acordava, me via em algum lugar diferente do qual eu estava ao dormir. Era um incômodo, tenho que dizer, as pessoas se afastavam de mim por isso, como se fosse algo contagioso. Em várias oportunidades tive ajuda de conhecidos que me traziam até a presença de algum familiar, mas com o tempo, até estes se afastaram. Mas Clarisse jamais se deixara afetar por meus problemas de saúde e sempre esteve comigo, mesmo quando ainda éramos criança.

Sabia que ela era a pessoa certa e não havia nada que eu não faria por ela.

E por isso me preocupei ao ler os jornais no dia seguinte ao descobrir que mais alguém havia sido vítima do sanguinário assassino da Rua 23, como passou a ser conhecido.

A rua que dera nome á ele era justamente aquela que Clarisse morava.

A pobre mulher foi encontrada morta, esquartejada em um beco e os pedaços haviam sido abandonados ali mesmo, para quem quisesse ver. Saber que eu havia estado naquela rua, naquela noite, e poderia ter cruzado com o assassino era o pior para mim. Podia ter sido Clarisse. O que eu faria sem ela?

Preocupado, sai de casa, disposto a convencê-la a morar comigo, pelo menos até que os crimes terminassem. Pouco me importava o que fossem achar se uma mulher solteira fosse morar com um homem sem terem se casado.

Embora quisesse encontrá-la, sabia que não estaria em casa tão cedo então me contive até que anoitecesse e desse o horário do jantar.

Estava tão frio que comecei a sentir meus dedos formigarem. O vento batia nas folhas das velhas árvores da rua com seu assobio choroso, dando certo ar lúgubre á paisagem. Olhei em volta, encarando aqueles que passavam por mim e imaginando qual deles poderia ser o assassino. O toque de recolher não me permitiria demorar muito mais se quisesse ter tempo para convencer Clarisse a morar comigo. Era preciso apertar o passo.

– Você se preocupa demais. Está tarde para sair perambulando pela rua cheia de malas. Estou segura em casa.

Eu a encarava seu rosto por cima do vaso de flores na mesa. Ela se manteve calma durante todo o jantar e nada do que eu dissesse parecia fazê-la mudar de opinião.

– Morando sozinha? Clarisse! Por que tem que ser tão cabeça dura? Venha comigo por hoje e amanhã voltamos para buscar suas coisas.

– Estou tão cansada... Se estiver tão preocupado, por que não fica aqui esta noite? – Ela inclinou a cabeça e deu um meio sorriso para mim. – Estarei segura com você.

Eu não podia deixá-la sozinha. Não parecia certo. Iria então velar seu sono e impedir que qualquer mal á atingisse. Era a única solução.

Sentei-me em uma poltrona em seu quarto, abusando da intimidade que nós ainda não devíamos ter. Observei enquanto ela se deitava e se virava para mim, sorrindo e murmurando boa noite ao se cobrir.

A noite avançava e sua escuridão forçava meus limites. Não iria resistir por muito tempo ao sono, sabia que a qualquer momento poderia ficar inconsciente tendo em vista o mal que me afligia.

Pensamentos de morte inundavam meu cérebro, me mantendo acordado por alguns instantes. Porém, no momento em que consegui raciocinar direito sem me deixar levar por sentimentalismos, percebi que não era mesmo necessário me manter acordado. Eu estava sendo um bobo super protetor, é claro, o assassino só atacava mulheres que andavam noite afora, não senhoras seguras em suas próprias casas. Eu havia me deixado levar pelo medo, pois ele não era um invasor, apenas um sanguinário sem escrúpulos.

Clarisse estava deitada. A luz do luar que entrava pela janela iluminava seus cabelos loiros caídos no rosto, enquanto sua mão pousada sobre o corpo suavemente acompanhava o ritmo de sua respiração lenta de quem já sonha. Eu a olhei com ternura, momentos antes de fechar meus olhos ao perceber que a sensação de dormência causada por meu sono anormal estava começando a me atingir e relaxei na poltrona, sorrindo ao perceber que ela estava segura.

Ainda estava escuro quando meus olhos se abriram. Ao meu lado jazia Clarisse, ainda dormindo. De alguma forma eu havia me movido até sua cama e me sentado ao seu lado. Mas algo estava diferente. A posição de seu corpo não parecia natural. Ouvi ruídos de passos e ao olhar para frente, havia um homem parado na porta e o coro de uma multidão revoltosa soava pela janela entreaberta. Meus extintos despertaram para um possível suspeito de assassinato fugindo e adentrando na primeira residência que encontrasse.

Eu poderia defendê-la. Lembrava-me de ter visto uma faca na cômoda perto da cama.

Ele caminhou até a janela em passos rápidos e bruscamente puxou as cortinas permitindo que toda a luz da lua entrasse no aposento e em seguida se virou, mostrando seu rosto. Eu assistia aquilo sem saber o que deveria fazer ao me deparar com o próprio Chefe da Polícia.

– O que foi que você fez? – Ele perguntou se dirigindo á mim. – O que foi que você fez? – Ele repetiu mais uma vez.

Olhei-o sem entender o que queria dizer, por mais que gesticulasse com as mãos e me olhasse incrédulo. Vendo minha reação, ele caminhou até mim, furioso, me obrigando a buscar a faca na cômoda para o caso de algo sair do controle.

Mas ela não estava lá. Olhei para Clarisse e seus cabelos loiros estavam manchados de vermelho, que também se espalhava por toda a cama. Estava morta ao meu lado, inerte. Sua respiração havia cessado para sempre, porém seu coração ainda forçava o líquido escarlate para fora do corpo, jorrando sobre a cama. Seus olhos me encaravam abertos e apavorados numa expressão de dor e traição que eu jamais poderei me esquecer.

Não se tratava mais de um caso de narcolepsia, eu logo percebi ao despertar neste cenário. Era um caso de dupla-personalidade em que todo o mal que havia sido acumulado em meu ser havia despertado, de uma forma que eu jamais poderia ter imaginado nem em meus piores pesadelos. Encarei a faca, que ainda segurava em uma das mãos, horrorizado ao perceber os fatos e enterrei-a em meu peito.

Nota da Autora : "A narcolepsia não era uma doença conhecida na época da estória mas eu deixei o termo para não parecer que inventei alguma doença ._. "

Autora : Joyce Aniceto

A Joyce é uma grande amiga. Me identifico em muitas coisas com ela, principalmente o gosto pela leitura e pela escrita, e também compartilhamos do mesmo gosto musical. Se você quiser conhecer melhor essa excelente pessoa que é a Joyce, siga ela no twitter @AVampireFreak

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Assombrações - Okiku ( A boneca viva - Japão )

Kikuko tinha três aninhos de idade, quando adoeceu gravemente. Era agosto de 1932. Seu irmão visitava a cidade de Sapporo, Hokkaido (Ilha ao norte do Japão) quando viu uma boneca e comprou-a para Kikuko. A pequenina adorou a boneca e não mais separou-se dela,nem por um momento. Porém a doença agravou-se e em janeiro de 1933, Kikuko faleceu. É costume no dia da cremação do corpo, colocar os objetos que a pessoa mais gostava dentro do caixão para ser cremado junto com o corpo. Na ocasião porém, a familia no auge da dor da separação,esqueceu-se de colocar a boneca junto a menina. Após a cremação, a boneca que recebeu o nome de OKIKU, foi colocada no oratório, ao lado das cinzas da criança, onde a família fazia as orações. Com o passar do tempo começaram a perceber que o cabelo da boneca parecia crescer.

Na década de 40 veio a guerra e a família teve de fugir para o interior, deixando a boneca com os sacerdotes do templo MANNENJI, que a guardaram juntamente com as cinzas de Kikuko. Com o fim da guerra, a família voltou para a cidade, procuraram pelos seus pertences no templo, onde perceberam com espanto que os cabelos da boneca não pararam de crescer! A pedido do irmão da menina, a boneca continuou no templo. A imprensa,mostrou o fenômeno,o que chamou a atenção de pesquisadores,para que fosse dada uma explicação científica para o caso,o que não aconteceu até hoje.

O templo que fica em Hokkaido é visitado por turistas e curiosos que querem ver a fantástica transformação da boneca. Há controvérsias, mas dizem que as transformações são visíveis. O cabelo antes nos ombros, agora chega à cintura. Os lábios antes cerrados,estão entreabertos e úmidos,e seus olhos parecem olhar para as pessoas com expressões de quem tem vida. Os japoneses levam muito a sério a vida após a morte e para eles que reverenciam deuses e objetos, tudo é dotado de espírito e precisa ser queimado quando não é mais usado,em sinal de agradecimentos e para que descansem em paz após serviços prestados.

Fonte : forum.cifraclub.com.br

domingo, 30 de outubro de 2011

Contos Para Ler no Halloween

Olá leitores ! Como não deu tempo para escrever um conto especial para o Halloween, eu separei alguns contos que acho que são ótimos para serem lidos nesta data. Espero que todos leiam, gostem e se assustem ! Obrigado !

CARONA PERIGOSA
Em meio uma viagem, John, retribuindo um favor, concede carona a um jovem rapaz, mas o que ele menos esperava era que esse tal rapaz, escondia um terrível segredo.
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NA ESCURIDÃO DA NOITE
Uma forte tempestade, uma cidade as escuras e um jovem rapaz que fazia o caminho de volta para casa. Ele mal sabia que aquela noite estranha seria a mais pertubadora de sua vida.
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BRINCADEIRA PERIGOSA
O que era para ser um inocente brincadeira entre amigos, acaba da pior e mais cruel forma possível.
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O PORÃO
Uma simples visita na nova casa dos tios, se tornou o pior pesadelo de um menino. Ele descobriu da pior forma que aquela casa escondia um passad0 tenebroso.
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VISITA MACABRA
Seus pais sairam para um jantar romântico, Andrew só queria ficar tranquilo o resto da noite, mas ele recebeu uma visita inesperada e indesejada.
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O VIZINHO
Em uma vizinhança tranquila, um rapaz que curtia suas preguiçosas férias, decobre que seu vizinho da frente não era bem quem aparentava ser.
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EPIDEMIA : O DIÁRIO DE BRIAN
Conta a história de uma rapaz tentando entender e sobreviver a uma epidemia de mortos vivos.
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O FANTASMA DO GALINHEIRO
Esse é o primeiro conto que escrevi. Ele é baseado uma história real que ouvi quando era criança. Uma vizinhança inteira descobre da forma mais perturbadora o que estava causando as mortes dos animais de um criadouro
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HAPPY HALLOWEEN !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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